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Quinta-feira, Novembro 23, 2006 EXCESSOS - Rafael Munduruca ![]() Quanta angústia... o peito está prestes a explodir! Ou será a cabeça? A melodia explode nas caixas de som do computador e incomodam. Deveriam relaxar. Acho que o maldito cantor escolheu a hora errada para cantar! Quanto projeto, quanta proposta, preciso de ar. Nadarei até a superfície. Espero não me afogar no caminho. Estou sendo bombardeado. Como eu adoro isso. Notícias boas! Quanta confusão. Quero sair mas não consigo. Meu corpo não deixa. Corpo e mente não trabalham juntos! Idiotas. Credo! Parecem sol e lua, se amam mas não se encontram. Eterna perseguição. Um brilha para o outro, na ilusão de um dia se encontrarem. Subirem à rua, e no ponto mais alto, na torre mais alta, uma alteração de sentidos. Um estremecer. Quero sentir o cheiro da Dama da Noite. Quero brisa suave. Hummm... Que delícia! Chocolate! Excesso de Falta. Por favor, pisoteiem minhas costas. Necessito de uma massagem. Afagos. Algo que não deteriore, que fique marcado na minha pele, impresso na minha memória, se agregue à minha alma. E me liberte! posted by RAFAEL MATRONE MUNDURUCA 11:26 PM - Hã? Sábado, Novembro 18, 2006 CALORAL - Rafael Munduruca ![]() E eu senti o frescor daquela água subindo... aquela água jogada na rua... naquela rua de pedras... naquela rua de pessoas tão velhas como aquelas pedras. O senhor de cabelos brancos, corpo ligeiramente curvo, dedos finos e pele enrugada atravessa a rua. Ágil para sua idade. Será que um dia serei assim? A mãe da minha avó morreu terça. Chorei. Sorri. Deixou de sofrer. É estranho pensar que avó tem mãe e que mãe tem vó. Uma tristeza coletiva espalhada. Perdi a canja. Um lamento. O dia esta quente, aquela água teria sido melhor aproveitada se jogada na minha cara. Preciso de um banho de realidade. Desses que assustem e depois refresquem. O licor refresca. Detesto essa fuga banal e doce. Ouço Bebel perguntando "O que vai ser?"... o estabilizador me atormenta... Fui enganado! A loja disse que era problema da tomada. O nariz deles. O nariz de porco. A tomada. Que idiotice. Meu corpo esta submerso nesse infernor caloral. Sinto como se pudesse nadar por essas ondas de fogo. O ar parece faltar. Minhas dobras estão úmidas, estou grudento. Isso é desagradável. A garrafa esta vazia, os copos também. O lixo cheio. São papéis da porra. O que me faz masturbar tanto? A cadeira esta desajeitada. O que mais me dá raiva é o tanto que ela riscou o chão. Pior que a idiota da cadeira não risca o chão sozinha. No msn um idiota faz uma pergunta que não se faz. Respondo com uma resposta que não se dá. Às vezes dá prazer ser sádico. Tomarei sorvete antes que ele derreta! posted by RAFAEL MATRONE MUNDURUCA 4:36 PM - Hã? |
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